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sábado, 13 de julho de 2013

Treinamento Funcional Beneficia Corredores


Trabalhar força, resistência, flexibilidade, equilíbrio e acima de tudo respeitar o limite de cada um. Tudo isso utilizando somente a própria resistência do corpo. Essa é a intenção e a promessa do treinamento funcional, uma técnica que a cada dia ganha mais adeptos e espaços específicos para a atividade.
“O treinamento funcional pode ser realizado por uma idosa que precisa de força para levantar o seu neto e até mesmo por um indivíduo sedentário, sempre respeitando a individualidade e promovendo as adaptações necessárias”, explica Saulo Batista, coordenador técnico da Jungle Gym Brazil.
Batista explica que se o aluno mantiver uma sequência de duas a três aulas semanais, os resultados logo aparecerão. Para os corredores, os benefícios são diversos, independente do nível do atleta.
“É possível trabalhar diversas habilidades físicas como o equilíbrio, postura, coordenação e a resistência cardiorrespiratória e muscular. Isso fortalece as articulações e ajuda na manutenção da massa magra durante a prática da corrida”, salienta.
Cada sessão tem duração de 50 minutos à uma hora e é dividida em quatro etapas. A periodização, no entanto, será definida de acordo com a frequência do aluno.
Vale lembrar também que o treinamento funcional é diferente da musculação, uma vez que as máquinas não são necessárias, deixando a atividade  dinâmica e até mesmo divertida. 
O puxa daqui, levanta ali, e agacha acolá prevê ainda uma melhora da autoestima, uma vez que com os exercícios a pessoa terá mais facilidade para realizar até mesmo as atividades do dia a dia. Além disso, o treino serve como complemento para outros esportes, além da corrida.
Quando o foco dos trabalhos está nos membros inferiores, a atividade beneficia esportes como o futebol e o ciclismo. Já o trabalho com o ombro, antebraço e costas pode ajudar no desempenho dos tenistas, por exemplo, e as tarefas de equilíbrio favorecem os surfistas.

Fonte: Revista O2.
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quarta-feira, 10 de julho de 2013

Treine 3 Vezes por Semana e Corra Bem


Nem todos os corredores dispõem de tempo suficiente para realizar treinos em seis ou sete dias da semana. Entretanto, isto não significa que não se possa ALCANÇAR um rendimento satisfatório nas competições esportivas.

Assim, para otimizar o tempo e proporcionar um trabalho de QUALIDADE, o corredor deve priorizar determinados tipos de treinamento que o tornem resistente e veloz para enfrentar as diversas distâncias.

O desafio de tornar a corrida em algo específico às NECESSIDADES individuais passa pela divisão do plano de rendimento em etapas. Para o nosso propósito, essas etapas serão:

Desenvolvimento: buscando a melhora do condicionamento do corredor para "treinar MELHOR";

Aperfeiçoamento: buscando a melhora do rendimento do corredor para "competir melhor";

Restauração: buscando a recuperação do corredor para "descansar melhor"

Com estes três conceitos, podemos elaborar o plano de rendimento esportivo de modo que o corredor venha a obter o seu melhor desempenho nas competições. O plano que vamos apresentar consiste em três dias de treino na semana, o que será suficiente para as pretensões dos corredores mais exigentes e com reduzido tempo para dedicar-se aos treinamentos.

Conforme a nossa proposta, temos três tipos de treinamento para os quais o corredor deverá dispor de tempo para realizar um trabalho de qualidade que atenda aos conceitos expostos. Assim, temos os seguintes treinamentos:

T1 : Visa melhorar a resistência geral do corredor. Caracteriza-se por ser de baixa a moderada intensidade e de volume moderado a alto;

T2: Objetiva a melhora da velocidade e resistência específica do corredor. Caracteriza-se por ser de moderada a alta intensidade e de volume moderado;

T3: Destinado à melhora do ritmo de competição. É de alta intensidade e baixo volume.

Na primeira etapa do plano, o desenvolvimento, com duração de 8 semanas, o corredor deverá utilizar o T1, que é um trabalho predominantemente aeróbico, e o T2, um trabalho misto (aeróbico x anaeróbico).


Na segunda etapa do plano de rendimento, o aperfeiçoamento, com duração de 4 semanas, o corredor irá utilizar o T2 e o T3, que é predominantemente anaeróbico.


Na semana da competição, o corredor deverá realizar treinos T1, com trotes entre 30-45 min e algumas acelerações entre 100-200m para "soltar" os músculos e manter a "memória" muscular relacionado à velocidade e ritmo de competição, por 2 vezes na semana. O terceiro "treino" será a própria competição.

Já na semana posterior à competição, temos a etapa de restauração, que será caracterizada por 2 treinos tipo T1, com trotes entre 30-45 min e alongamentos. Para os 10 km, uma semana será suficiente; para a maratona, de 2 a 3 semanas de restauração são indicadas como ideal. Após esta fase, o corredor poderá reiniciar o ciclo de treinamento, com um novo plano de rendimento esportivo.

Estas são as especificações da nossa proposta de treinamento para os corredores com pouco tempo destinado à prática da corrida, mas que, mesmo assim, têm pretensões de obter bons resultados nas competições.

Os exemplos aqui expostos podem ser modificados conforme as necessidades de cada caso particular, porém, sempre se seguindo as premissas básicas da proposta, ou seja, o plano de rendimento esportivo e os tipos de treinamento que devem ser aplicados em cada etapa.

A partir daqui, é com você, amigo corredor. Bons treinos e boas provas!


Fonte: Revista Contra - Relógio 
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domingo, 9 de junho de 2013

Treinar ou não antes da prova?


Treinar no dia anterior a uma prova? Alguns corredores não sabem como lidar com esta situação. Há quem prefira fazer um treino leve e também aqueles que defendem a recuperação completa do corpo. A questão é geral e nem mesmo os treinadores entram em consenso sobre o assunto. 
“Conheço pessoas que fazem descanso total, mas meus melhores tempos foram alcançados com treinos um dia antes. Normalmente, se faz uma rodagem leve só para ativar a circulação”, aconselha Paulo Rennó, responsável por uma assessoria esportiva que leva o seu nome.
No entanto, ele afirma que a individualidade de cada corredor deve ser levada em consideração. “Eu acho que não tem contraindicação, desde que seja um treino de intensidade baixa”, afirma, lembrando que algumas pessoas se sentem mais a vontade com esta atividade.
O treinador Valmir de Souza, da Bio + Assessoria Esportiva, corrobora a informação do “nada te impede”, mas crava. “É desnecessário. Afinal, os benefícios de qualquer treino demoram de 24 a 72 horas antes de se consolidarem”.
Souza ainda ressalta que quem opta por fazer esse tipo de treinamento deve atentar-se para as lesões ou cansaço. “Eu recomendo sempre o descanso de 24 a 48 horas antes da prova”.
Já Cauê Teixeira, da Secretaria Municipal de Esportes de Santos, explica que tudo depende da periodização adotada pelo atleta. "Em geral, recomenda-se repouso, mas optar pelo treino não está errado. Neste caso, deve-se dar preferência para questões técnicas e táticas", conclui. 
Treinar um dia antes é bom para...
  • eliminar a ansiedade;
  • melhorar o sono;
  • liberar-se do estresse;
  • ativar a circulação...

...e ruim porque...
  • aumenta o risco de lesão;
  • aumenta a fadiga.

Não treinar um dia antes é bom para....
  • recuperar horas de sono;
  • descansar o corpo;
  • recarregar as energias.
Fonte: Revista O2.
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segunda-feira, 1 de abril de 2013

Confira 7 dicas básicas para uma boa corrida


Dica para ter uma corrida mais prazerosa nunca é demais. Por isso seguem algumas dicas que julgo importantes para sua corrida. Confira:

1) Corra com roupas leves, a pele precisa “respirar”. É com a troca de calor do suor com a atmosfera que acontece um dos mecanismos da termoregulação (aquela história de correr com plástico na barriga para emagrecer é balela). O que você perde é apenas água, além disso, ainda pode ter um “piripaque” (hipertermia) e desmaiar.
Curiosidade – você sabia que não deve usar amaciante em roupas com acabamento “dri-fit” (aquelas que jogam o suor para fora)? O amaciante acaba com a propriedade do tecido, ou seja, ele não funciona mais com esta característica.

2) Não saia sem protetor solar de casa. Para correr, use o trio – protetor/ óculos escuros/ boné (um protetor labial também é interessante). Aquelas manchas que aparecem no rosto por causa do sol/ gravidez – o melasma – pode até diminuir com tratamento, mas toda vez que você tomar sol, ela volta a aparecer. Portanto, o melhor remédio ainda é a prevenção – filtro solar!

3) Se for correr na rua (o que é realmente muito gostoso), evite lugares com grande aglomeração de carros, devido ao acúmulo de monóxido de carbono. Outra coisa, se o “ipod” for imprescindível, verifique se o volume não está muito alto. O som, principalmente se estiver alto, pode tirar a sua atenção dos carros e você pode não perceber, por exemplo, um “maluco” entrando “a milhão” na contra-mão.

4) Não se esqueça de levar um dinheirinho para qualquer emergência quando sair para correr. Talvez você precise comprar uma água, pegar um táxi ou ônibus, entre outros.

5) Por falar em água, não esqueça de se hidratar, principalmente no calor. A desidratação pode causar alguns sintomas como náusea, mal-estar, o que muitas vezes não associamos a ela e continuamos “passando mal”.

6) Se for correr longas distâncias tenha à mão algum tipo de repositor energético, tipo sache de carboidrato, para não correr o risco de ter uma hipoglicemia durante ou logo após o treino. Mas lembre-se de tomá-lo sempre com água. Evite isotônicos junto com o gel, você pode ter uma diarréia osmótica, que não tem hora nem lugar para acontecer.

7) Nas provas, principalmente as mais festivas como a São Silvestre, preste muita atenção na largada para não “torcer” seu tornozelo devido a alegorias, faixas com dizeres, garrafinhas d’água, entre outras coisas que a galera vai largando no chão quando a corrida inicia.

Fonte: Webrun.
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quinta-feira, 28 de março de 2013

Quatro tipos de Fartlek, para ganhar velocidade




Esse tipo de treinamento, em sua origem, era realizado em meio aos bosques e trilhas nas florestas da região de Volondalen, na Suécia. Nele, os corredores deveriam ora acelerar, ora reduzir o ritmo de suas corridas, em um verdadeiro "jogo de velocidade". Os percursos eram sempre variados, com aclives e declives e outros obstáculos naturais e o próprio corredor definia o ritmo das acelerações, dos trotes e das distâncias a serem percorridas.O objetivo do fartlek, além da quebra da monotonia do treinamento, era trabalhar o ritmo e a velocidade do corredor, conforme as suas disposições do momento. Tratava-se de um treino duro, porém, agradável e eficiente.

Da Suécia para o mundo, o fartlek já foi empregado por renomados treinadores e corredores de alto rendimento, que dele souberam tirar o melhor, explorando suas possibilidades e diversificando seus modos de aplicação.

O fartlek, pelas suas características - uma corrida em ritmo variado - pode ser utilizado por corredores de diversos níveis de capacidade atlética, desde as primeiras semanas da preparação. Atualmente, encontramos inúmeros corredores utilizando-se desse método de treinamento, embora com variações significativas em relação às suas origens.

QUATRO TIPOS. Com o advento da ciência do treinamento desportivo, foram desenvolvidas novas configurações para o fartlek. Apresentamos a seguir quatro tipos de fartleks oriundos dessas novas tendências, com as devidas considerações e exemplos práticos:

Fartlek tradicional ou livre: O corredor decide em que ritmo irá correr, quais as distâncias e/ou duração do estímulo e o tipo de terreno (de preferência, com muitas variações, ou seja, grama, terra, asfalto, areia, aclives, declives, planos etc.), tudo de acordo com a sua disposição do momento.

Fartlek orientado: As variações de distância e ritmo são definidas pelo treinador. Exemplo: 2 km corrida lenta + 3 a 4 séries de 1000 m x 800 m x 600 m x 400 m x 200 m, em ritmo acelerado, intercaladas com 400 m de corrida lenta + 2 km de corrida lenta.

Fartlek especial: Há uma combinação de corridas de diferentes distâncias e ritmos, com exercícios especiais (saltos, educativos etc.). Exemplo: 3 km corrida lenta + exercícios educativos intercalados com 50 m de corrida lenta + sequência de saltos intercalados com 50-100 m de corrida lenta + acelerações de 100-200 m intercaladas com 50-100 m de corrida lenta + acelerações de 400-800 m intercaladas com 200 m corrida lenta + exercícios para resistência de força muscular intercalados com 50-100 m de corrida lenta + acelerações de 1000-2000 m intercaladas com 400-800 m corrida lenta + 3 km corrida lenta.

Fartlek líder: Através da formação de grupos de corredores do mesmo nível de condicionamento, onde um deles será o responsável pelas acelerações intermediárias, sendo que os demais deverão ultrapassá-lo em determinados momentos. O treinador ou o líder deverá orientar em relação às distâncias utilizadas ou a duração do estímulo e aos momentos de aceleração. O objetivo do trabalho é condicionar os corredores às acelerações intermediárias que ocorrem durante as competições esportivas. Exemplo: 2 km corrida lenta + 12 km intercalando 400-800 m de corrida acelerada com simulações táticas intercaladas com 200-400 m de corrida recuperativa + 2 km corrida lenta. Uma variação deste tipo é simplesmente haver uma alternância de liderança, a cada determinada distância percorrida ou tempo, com cada líder estabelecendo sua corrida, que deve ser seguida pelos demais.

O fartlek, conforme a sua orientação, pode ser realizado em pista de atletismo, em trilhas pelos campos e bosques e em terrenos variados, sendo os percursos em meio à natureza aqueles que oferecem maiores atrativos aos corredores. Além de distâncias, o corredor também poderá utilizar-se da duração do esforço. Por exemplo: 1 minuto acelerado x 2 minutos trote; 2 acelerado x 1 trote; 3 acelerado x 2 trote.

Para facilitar, uma opção é definir no cronômetro do relógio que dê um alarme a cada 2 ou 3 minutos, e quando isso acontecer se faz um tiro até o próximo sinal, quando então se descansa trotando ou mesmo andando, esperando o novo sinal para novo arranque.

Como é um treino mais descontraído, não se sente tanto o desgaste e ele acaba assegurando a manutenção de um volume adequado de rodagem, além de proporcionar meios para o aperfeiçoamento da velocidade e ritmo de corrida. Dessa forma, treina-se a velocidade, porém com quilometragem.

Em sua versão livre, o fartlek parece mesmo uma brincadeira. Entretanto, se empregado com critério e em momentos oportunos, terá a sua eficiência comprovada na preparação de corredores de qualquer nível competitivo.

Fonte: Revista contra- relógio
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segunda-feira, 25 de março de 2013

Corrida: como Começar





Normalmente as pessoas acham que correr é uma atividade muito penosa e difícil, mas gostariam de iniciar na prática desse esporte e num belo dia resolvem correr sem qualquer preparo. 

Depois da corrida e, principalmente nos primeiros dias subsequentes, não conseguem nem se mexer. Daí para desistir de vez da corrida e achar que não é um esporte que dá prazer é muito fácil. 

Essa situação ocorre com quem não toma cuidados básicos e quer num único fim de semana colocar a "casa em ordem", sem o mínimo preparo. São os conhecidos "atletas de fim de semana".

Por outro lado, correr após um período de preparo e adaptação traz um grande prazer físico, psicológico e pessoal aos praticantes.

Alguns preferem fazer um estágio inicial de preparo praticando a Caminhada para depois passar para a Corrida.

Neste segundo estágio, a corrida na maioria das vezes começa a fazer parte do cotidiano e, quando você se der conta, estará literalmente "viciado" por esse fascinante esporte, alcançando sem dúvida uma melhor qualidade de vida nos mais variados aspectos. Para correr bem e não ter problemas depois, é importante seguir alguns cuidados iniciais de suma importância.

Deve-se levar em consideração seu atual estágio físico – diagnosticado por um profissional médico competente – além de levar em consideração seus objetivos atléticos. Para uma pessoa que nunca correu sequer uma meia-maratona não é recomendável começar por uma distância grande, assim como aquele que se dedica às corridas de rua - até 18 Km – de uma hora para outra querer tornar-se um maratonista sem o preparo e cuidados adequados.

Portanto, seguir um programa de treinamento compatível com seu atual estágio físico é essencial para que você alcance seus objetivos com segurança, evitando as temíveis lesões.

Os corredores iniciantes ou experientes devem seguir esse checklist básico antes de correr.

São eles, pela seguinte ordem:
·  Exames prévios
·  Equipamentos corretos (Tênis, vestuário, etc)
·  Onde correr
·  Cuidados extras
·  Treinamento 

Fonte: Webrun
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10 erros cometidos por iniciantes



10 Erros cometidos por Iniciantes








Você já deve ter ouvido ou lido em algum lugar que para começar a correr bastam apenas boa vontade e um par de tênis. Essa informação é quase verdadeira. Dar o passo inicial do sofá rumo às ruas não exige muito mais que isso, é verdade. Porém, existem alguns outros cuidados, antes e durante os treinos, para que a prática do esporte se torne realmente proveitosa, independente de qual seja o seu objetivo. Como  quando você nasce não sabe nem andar — e muito menos correr —, listamos os dez erros  mais comuns cometidos por quem está iniciando na corrida e, claro, damos dicas de como fazer o certo.
1 Correr sem fazer exames médicos

De tão essencial, este item deveria estar sempre junto com o “boa vontade e um par de tênis”. A avaliação física antes de dar os primeiros passos é importante para que o atleta minimize o risco de lesões ou, em casos extremos, evite o popular “piripaque cardíaco”. “Alguns treinos podem ser perigosos devido à sua intensidade, e o corredor deve ter a certeza absoluta de que está apto a executá-lo”, diz Ronaldo Martinelli, diretor técnico da assessoria esportiva 5Ways. Os principais exames são o ergoespirométrico, o eletrocardiograma de repouso e esforço e o ecodoppler — nomes complicados, mas que qualquer bom médico prescreverá. O ideal mesmo é consultar um cardiologista e um ortopedista, que farão as avaliações e solicitarão os exames de acordo com as suas necessidades.
2 Não dosar o ritmo das provas

A não ser que você seja um velocista que dispute provas curtas, sair acelerando com todas as suas forças realmente não é a melhor opção. “Na primeira corrida, fiz de tudo: corri, andei e, no último quilômetro, corri feito uma louca e cheguei exausta”, confessa a produtora Gabriella Arantes. “Com o tempo e muito auxílio de professores, aprendi a usar a energia de forma correta.” A solução para que isso não aconteça é calcular seu pace — ritmo durante prova ou treino, medido em quilômetros por minuto (km/min) — nos treinamentos e controlá-lo após a largada na prova, mantendo uma passada confortável para que não saia da zona de velocidade que suporta e chegue com fôlego na parte final.
3 Correr com dores

As dores que surgem após  os treinos e provas podem ter duas origens: muscular ou estrutural. “A dor muscular é a ‘dor boa’. É aquela que aparece depois de uma corrida ou de um treino intenso”, diz Adriano Bastos, atleta de elite e diretor técnico da assessoria que leva seu nome. A dorzinha passa em um ou dois dias, quando o corredor deve descansar, ou, no máximo, fazer umas corridinhas bem de leve. Agora, se a dor persistir, definitivamente correr deixa de ser opção. Dores insistentes podem indicar lesão estrutural (que afeta tendões, ossos, músculos ou ligamentos), que apenas se agravará com a insistência em treinar. E aí, corredor ou corredora, só lhe resta colocar os tênis de molho até que o doutor acene novamente com o sinal verde.
4 Não variar os treinos

Nesse ponto, corrida é como casamento: não suporta rotina... “Eu imaginava que para participar de uma prova de 10 km bastava calçar um tênis e correr 8 km por dia, três vezes por semana, durante quatro meses”, lamenta o advogado Carlos Alberto Pereira. Ele até conseguia completar as provas, mas não via melhora de desempenho. E não há maiores mistérios: quando o atleta treina sempre da mesma forma, o sistema cardiovascular se acostuma com aquele ritmo e não evolui. “O treino precisa ter variação de intensidade e volume de acordo com o objetivo e fase de treinamento de cada corredor”, explica Martinelli. Farofa geral: inclua de tudo um pouco na sua planilha: tiros (correr em alta intensidade durante um tempo ou distância e fazer um intervalo entre uma repetição e outra), subidas e até correr uma distância um pouco maior do que está acostumado. Só não saia por aí fazendo o que achar melhor na hora que bem entender. Procurar um treinador, que o orientará quanto aos tipos de treinamento, é a melhor opção (nesta e em todas as situações...).
5 Não descansar

Dizem que o dia mais cansativo para um atleta é o de descanso. Porém, segure sua onda de querer treinar sempre e descanse o corpo. E isso não é só por causa das lesões que a falta de repouso pode trazer. Correr todo dia também pode gerar o overtraining — literalmente “treinar excessivamente” —, que fará com que o corpo perca a capacidade de recuperação, causando queda de rendimento, desânimo, perda de sono e apetite... Enfim, nada bom. “Muitos corredores pensam que só vão melhorar se treinarem sempre, mas descansar também é treino”, sentencia Bastos. Separar dois dias na semana para relaxar, acredite, vai te fazer correr mais.
6 Treinar em jejum

Sua avó estava certa: saco vazio não para em pé. Partir para o treino sem “forrar o estômago”, na melhor das hipóteses, diminuirá seu rendimento. Mas esse é o menor dos problemas. “Treino sem reserva é o mesmo que pedir para um carro sem gasolina andar, e o risco de hipoglicemia será grande”, explica Martinelli.
Traduzindo: hipoglicemia nada mais é que o baixo nível de açúcar no sangue. O preço por correr de tanque vazio? Indisposição, desânimo, visão turva, cansaço e até mesmo desmaio. Coma pelo menos uma fruta, uns biscoitos de água e sal ou um pão com geleia ou queijo branco uma hora antes de correr.
7 Tentar acompanhar corredores mais rápidos

Se deixar de manter o ritmo nas provas é perigoso, nos treinos chega a ser patético. “É comum ver nos treinamentos alunos ‘disputando’ uns com os outros, mas sempre os aconselho a seguirem no seu próprio ritmo”, afirma Bastos. Ao tentar acompanhar um amigo ou até mesmo um desconhecido mais rápido, você acabará saindo do seu pace confortável, correndo em intensidades inapropriadas e vai “quebrar”, simples assim. Se ainda não sabe, “quebrar” significa perder as forças, não conseguir mais correr, e/ou se machucar por conta do esforço exagerado (e descabido).
8 Não usar acessórios apropriados

Em um dia frio, quando ainda dava seus primeiros passos na corrida, o motoboy Edicarlos Rodrigues decidiu sair para correr com uma calça de moletom. “Pensei: vou assim porque não vai esquentar.” Se deu mal. “O céu abriu e passei um calorão”, conta. Para correr, opte por bermudas — calças esquentam demais, mesmo em dias um pouco mais frios — e camisetas de tecidos leves. “A roupa deve permitir uma boa termorregulação e evaporação do suor”, explica Ronaldo. Isso significa que as que possuem tecido de algodão ou sarja não são a melhor opção, já que retêm o suor e esquentam o corpo. Sobre a importância do tênis, então... Se não for o apropriado para corrida, pode causar lesões — e as chances de isso acontecer não são pequenas. Para não errar, busque os que têm amortecimento na sola, boa flexibilidade na parte frontal e ventilação. Além disso, experimente vários tipos diferentes, para ver com qual se sente mais confortável.
9 Ignorar o fortalecimento muscular

É quase que uma tradição corredor virar a cara quando o assunto é academia. “Com certeza eu ignorei bastante as sessões de musculação e até hoje não vou dizer que é a minha parte favorita”, diz Gabriella. E essa “repulsa” não é exclusividade dos iniciantes. Muitos corredores experientes também fogem dos pesos. “Acham que é perda de tempo. Porém, a corrida gera um impacto absurdo no corpo e o fortalecimento ajuda a prevenir lesões”, fala Bastos. Com os músculos mais preparados, o corredor é capaz de absorver melhor a intensidade dos treinamentos, melhorando a resposta nas ruas. Mesmo que seja reticente, conforme-se: puxar ferro é parte da sua corrida.
10 Não traçar uma meta

Você pode até estar no caminho certo quanto aos nove itens anteriores. Mas, acredite, se não tiver um objetivo na corrida você corre risco de, antes do que imagina (e do que gostaríamos...), abandonar o esporte. “Boa parte dos corredores não consegue manter uma disciplina de treino se não houver uma meta que os motive”, explica Martinelli. Não que você deva pensar em completar uma maratona logo de cara ou bater aquele seu amigo que já corre há alguns anos. Busque metas no seu raio de alcance, tipo perder uns quilinhos, completar uma prova de distância curta ou melhorar seu tempo. Como diz Bastos: “Treinar por treinar só vai ocasionar uma coisa: desmotivação”. E, com  certeza, não é isso que você quer.



Fonte: Revista O2

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