Depois de ser vendida nas prateleiras dos supermercados, a bebida energética, que promete aumentar a resistência de atletas, substituiu cápsulas de cafeína e até mesmo a água que deveria ser consumida antes do treino ou da realização de uma prova. Mas será que as substâncias presentes fazem bem para a saúde?
De acordo com a nutricionista Joyce
Nunes de Oliveira, a cafeína que está integrada nos famosos energéticos,
aumenta a temperatura corporal e acelera a queima de gordura. Mas, o excesso de
açúcares presentes neles é prejudicial à saúde.
“Essas bebidas contêm quantidades
insuficientes de nutrientes para produzirem efeito no desempenho físico do
praticante. Algumas podem resultar na absorção insuficiente de líquidos e
nutrientes no intestino, com a possibilidade de causar desconforto gastrointestinal”,
informa.
Por essa razão não é recomendável que
energéticos sejam consumidos antes, durante ou logo depois de praticar alguma
atividade física que necessite de recuperação e hidratação. “Estas bebidas
também podem ser potencialmente perigosas se consumidas em excesso ou em
combinação com outros estimulantes ou álcool”, restringe.
Além disso, algumas bebidas podem
possuir substâncias derivadas de plantas sem regulamentação. “Não se comprovou
a pureza ou a contaminação da maior parte das bebidas, o que poderia dar lugar
a resultados positivos em provas de dopagem”, exclama.
Outra preocupação de alguns
consumidores é se tomar energético em repouso faz mal à saúde. A profissional
explica: “se o consumo do energético for apenas pensado na queima de gordura, é
necessário avaliar o metabolismo do indivíduo durante o repouso. É necessário
verificar se a quantidade de energia que a pessoa ingere é maior ou menor do
que aquela queimada nos exercícios”.
O lado bom da cafeína- Porém, Oliveira também conta que, aliado à prática
esportiva e com a orientação de um nutricionista, os energéticos podem fazer a
diferença em um treino de longa duração. “A bebida também é procurada por
aqueles que têm a intenção de obter mais energia, capacidade para trabalhar e produzir
estímulos nervosos, além de maior contração muscular”, completa.
Ingerir doses normais de refrigerante
de cola também não traz complicações para os esportistas. “Acredita-se que este
tipo de consumo aumenta a resistência em competições de ciclismo, atletismo e
triathlon, provocando um pico de concentração de cafeína. Nas doses usualmente
consumidas pelos atletas, ela provoca apenas um ligeiro aumento da concentração
de cafeína no plasma e na urina”, diz.
Outra opção é consumir chá verde, que
tem aproximadamente 30 miligramas de cafeína por copo, ou chá preto, com 40
miligramas de cafeína por copo. “As substâncias presentes no chá assegura uma
liberação mais suave e prolongada e se ingerido em quantidade moderada ajuda na
digestão e é antidiarreico”, orienta.
Reações adversas- Quando a cafeína é consumida em doses superiores a 400
miligramas por dia, esse hábito pode levar ao chamado “cafeinismo”. “Quando se
atinge esse estágio, os sintomas mais comuns são ansiedade, inquietação,
irritabilidade, tremores, perda de apetite, tensão muscular e palpitações no
coração”, conclui.
Fonte: Webrun.

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