Maior nome do atletismo na
atualidade, o jamaicano Usain Bolt chega hoje ao Rio. Na agenda, além de ações
com patrocinadores e visitas a comunidades pacificadas, o atleta vai mostrar
bem de perto para o público carioca por que atingiu um grau de excelência
praticamente inatingível no esporte.
Domingo,
o velocista participará do “Mano a mano”, na Praia de Copacabana. Três atletas
— um de cada vez — vão desafiá-lo em uma prova de 150m. O equatoriano Alex
Quiñónez, o americano Wallace Spearmon e um brasileiro (Bruno Lins, Sandro
Ricardo Vianna ou Nilson Oliveira) tentarão a sorte contra Bolt. O nome
nacional será decidido após uma seletiva, sábado.
— Estou
muito empolgado de correr no Brasil pela primeira vez. Os espectadores vão
ficar próximos da ação, vai ser divertido — diz Bolt, por e-mail.
Bicampeão
olímpico e recordista mundial dos 100m, dos 200m e do revezamento 4x100m, o
jamaicano também é dono da melhor marca nos 150m, prova que não é disputada em
Jogos Olímpicos e em Campeonatos Mundiais. A expectativa é que Bolt quebre o
próprio recorde na distância.
— Não
penso em recordes ou tempos antes da prova. O importante é vencer e apresentar
um bom show para o público — desconversa.
Para Duda
Magalhães, diretor-executivo da Dream Factory, que organiza o evento ao lado
X3M Sports Business, é importante associar um cartão-postal do Rio a um evento
com atletas de ponta.
— É um
evento único, com um conteúdo que vai rodar o mundo. Temos orgulho de valorizar
a cidade — destaca.
Vento pode interferir nos resultados
Para superar
os 14s35 de quatro anos atrás, Bolt terá de enfrentar Daniel Bailey, de Antigua
e Barbuda, o equatoriano Alex Quiñones e um representate brasileiro, que sairá
de uma bateria qualificatória no sábado entre Sandro Viana, Bruno Lins, Nilson
André e Aílson Feitosa. Mas o maior adversário dos velocistas deverá ser o
clima. A previsão do tempo para este domingo até agora é de sol, com algumas
nuvens ao longo dia. O vento, entretanto, poderá influenciar o resultado.
- O vento
sempre é uma influência para os atletas e, provas de velocidade, sejam em
estádio ou em outros locais. Ele pode ser benéfico, se for a favor do sentido
da corrida, ou prejudicial, se for contra. Normalmente, se fosse para valer um
recorde mundial, a velocidade máxima do vento que poderia ser admitida a favor
do atleta é de 2m/s (dois metros por segundo). Acima disto, em provas oficiais,
não são homologados recordes. A maresia não é problema para os atletas. A areia
também não, pois eles correrão em um piso sintético normal de uma pista de
atletismo - explicou Martinho Nobre dos Santos, superintendente técnico da
Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt).
O público poderá acompanhar o evento
de graça. Arquibancadas estão sendo montadas em uma das laterais da pista. Mas
a previsão da organização é que os torcedores ocupem todos os espaços
disponíveis em volta da arena.
- Nós tiramos
um evento que normalmente é disputada em um lugar fechado e trouxemos para
perto da população. A arquibancada comporta cerca de 1.500 pessoas. Mas, com o
entorno, a gente acredita que mais de 20 mil pessoas vão acompanhar a disputa –
afirmou Bernardo Fonseca.
Bolt esteve no país no ano passado, mas apenas a passeio. Ele visitou o Cristo
Redentor e passeou de helicóptero. O jamaicano se mostrou animado com seu
retorno ao Brasil e disse que espera um clima de futebol na disputa em Copacabana.
Além do evento
principal, a pista receberá um desafio paralímpico. Alan Fonteles, campeão dos
200m T44 em Londres e recordista mundial, fará um duelo mano a mano com o
americano Jerome Singleton, prata nos 100m em Pequim 2008 e considerado um dos
atletas mais velozes da atualidade. A prova feminina fica por conta do duelo
entre as brasileiras Rosângela Santos, Vanda Gomes, Evelyn Santos e Franciele
Graças.
Fonte: Globoesporte.

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