quinta-feira, 28 de março de 2013

Um Raio em copacabana







Maior nome do atletismo na atualidade, o jamaicano Usain Bolt chega hoje ao Rio. Na agenda, além de ações com patrocinadores e visitas a comunidades pacificadas, o atleta vai mostrar bem de perto para o público carioca por que atingiu um grau de excelência praticamente inatingível no esporte.

Domingo, o velocista participará do “Mano a mano”, na Praia de Copacabana. Três atletas — um de cada vez — vão desafiá-lo em uma prova de 150m. O equatoriano Alex Quiñónez, o americano Wallace Spearmon e um brasileiro (Bruno Lins, Sandro Ricardo Vianna ou Nilson Oliveira) tentarão a sorte contra Bolt. O nome nacional será decidido após uma seletiva, sábado.
— Estou muito empolgado de correr no Brasil pela primeira vez. Os espectadores vão ficar próximos da ação, vai ser divertido — diz Bolt, por e-mail.

Bicampeão olímpico e recordista mundial dos 100m, dos 200m e do revezamento 4x100m, o jamaicano também é dono da melhor marca nos 150m, prova que não é disputada em Jogos Olímpicos e em Campeonatos Mundiais. A expectativa é que Bolt quebre o próprio recorde na distância.
— Não penso em recordes ou tempos antes da prova. O importante é vencer e apresentar um bom show para o público — desconversa.

Para Duda Magalhães, diretor-executivo da Dream Factory, que organiza o evento ao lado X3M Sports Business, é importante associar um cartão-postal do Rio a um evento com atletas de ponta.
— É um evento único, com um conteúdo que vai rodar o mundo. Temos orgulho de valorizar a cidade — destaca.

Vento pode interferir nos resultados

Para superar os 14s35 de quatro anos atrás, Bolt terá de enfrentar Daniel Bailey, de Antigua e Barbuda, o equatoriano Alex Quiñones e um representate brasileiro, que sairá de uma bateria qualificatória no sábado entre Sandro Viana, Bruno Lins, Nilson André e Aílson Feitosa. Mas o maior adversário dos velocistas deverá ser o clima. A previsão do tempo para este domingo até agora é de sol, com algumas nuvens ao longo dia. O vento, entretanto, poderá influenciar o resultado.

- O vento sempre é uma influência para os atletas e, provas de velocidade, sejam em estádio ou em outros locais. Ele pode ser benéfico, se for a favor do sentido da corrida, ou prejudicial, se for contra. Normalmente, se fosse para valer um recorde mundial, a velocidade máxima do vento que poderia ser admitida a favor do atleta é de 2m/s (dois metros por segundo). Acima disto, em provas oficiais, não são homologados recordes. A maresia não é problema para os atletas. A areia também não, pois eles correrão em um piso sintético normal de uma pista de atletismo - explicou Martinho Nobre dos Santos, superintendente técnico da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt).

O público poderá acompanhar o evento de graça. Arquibancadas estão sendo montadas em uma das laterais da pista. Mas a previsão da organização é que os torcedores ocupem todos os espaços disponíveis em volta da arena.
- Nós tiramos um evento que normalmente é disputada em um lugar fechado e trouxemos para perto da população. A arquibancada comporta cerca de 1.500 pessoas. Mas, com o entorno, a gente acredita que mais de 20 mil pessoas vão acompanhar a disputa – afirmou Bernardo Fonseca.

Bolt esteve no país no ano passado, mas apenas a passeio. Ele visitou o Cristo Redentor e passeou de helicóptero. O jamaicano se mostrou animado com seu retorno ao Brasil e disse que espera um clima de futebol na disputa em Copacabana.

Além do evento principal, a pista receberá um desafio paralímpico. Alan Fonteles, campeão dos 200m T44 em Londres e recordista mundial, fará um duelo mano a mano com o americano Jerome Singleton, prata nos 100m em Pequim 2008 e considerado um dos atletas mais velozes da atualidade. A prova feminina fica por conta do duelo entre as brasileiras Rosângela Santos, Vanda Gomes, Evelyn Santos e Franciele Graças.


Fonte: Globoesporte.



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